YaôNilé

Tudo tem começo, ínicio, gênese. Tudo que é inteiro foi antes iniciado. Tudo que é partido foi antes inteiro. O que não acaba se dissipa. O que respira, vive. Sós, dentro de nós, o sangue que corre voraz e quente, pulsante, ardente. É o que faz o começo. Filhos d’África, filhos d’água, terra, fogo e ar. Somos feitos de natureza. Temos sangue e suor. Negro. Somos movidos pela fé, conduzidos pelo tambor, assentados no batuque do candomblé. Traduzimos o sentimento através do corpo, da fala, do olhar. Com os pés no chão somos a extensão da terra. Frutos da miscigenação de raças – a personificação do ser brasileiro. Corpo fechado, alma exposta, coração na mão. Somos afro, de ginga e de samba, de canto e de dança. Gerados na força, na fé e na emoção. Somos de santo. Somos de terra. Somos Yaônilé.

terça-feira, 16 de março de 2010

Novidades.

O Espetáculo "Gira - O Movimento da Aruanda" conta agora com dois novos movimentos, acrescentados mediante a necessidade de apresentarmos duas novas forças da natureza. Danilo Aguiar, diretor do grupo e criador do espetáculo, esclarece que o Panteão Africano é muito mais vasto que possamos imaginar ou do que narram as estórias e lendas. No entanto, as divindades "importadas" para o continente americano se limitam a apenas uma parte desse todo sendo imprescindível um conhecimento maior das nações de candomblé que povoaram o Brasil e as ligações entre orixás, voduns e inquices no momento da criação de uma coreografia e de um movimento.
Aguardem as estréias.

Axé a todos os nossos irmãos.
Deus é tudo acima de todas as coisas.
Olorum Colofé!

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